Diferenças entre eleições nos Estados Unidos e no Brasil

Diferenças entre eleições nos Estados Unidos e no Brasil

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Entramos na última semana de campanha da eleição presidencial brasileira de 2018 e, se as polêmicas marcam esses últimos dias, muitas dúvidas também surgem sobre as diferenças entre o modelo brasileiro e o americano. A American Insight traz uma lista com os principais pontos divergentes entre os dois formatos. Confira!

Obrigatoriedade

Se aqui no Brasil o voto é obrigatório dependendo da sua faixa etária, nos Estados Unidos não. O fato de ser opcional muda toda a dinâmica de campanha eleitoral, fazendo com que os principais partidos tenham que, antes de mais nada, convencer a população a ir às urnas no dia da eleição, ganhando um nível de engajamento totalmente diferente do que vemos em solo brasileiro.

Urna eletrônica vs. papel

Apesar do surgimento de recentes suspeitas sobre a vulnerabilidade da urna eletrônica, o sistema brasileiro é reconhecido internacionalmente pela sua eficiência e inovação, enquanto os Estados Unidos ainda optam pela cédula de papel a ser preenchida na cabine eleitoral. Segundo os especialistas, o principal ganho com o modelo eletrônico é na velocidade da apuração dos votos.

Eleições indiretas

Talvez o aspecto que mais confunda a cabeça dos brasileiros na hora de entender o cenário americano é o fato de não utilizarem o modelo direto como fazemos aqui. Ou seja, apesar da cédula mostrar o nome dos presidenciáveis, o voto vai para representantes dos partidos (chamados de delegados) em eleições dentro de cada estado. Cada região possui um número de representantes proporcional à sua população, com a eleição total de 538 delegados/representantes. Oficialmente o (a) presidente só é eleito (a) um mês após a votação, quando esses delegados se reúnem e apontam os votos para definirem o (a) próximo (a) representante máximo (a) do país, mas no próprio dia da votação já dá para prever quem será o (a) vencedor (a) caso ele (a) já conquiste 270 votos (representando maioria).

Prévias partidárias

O último ponto que destacamos é o tradicional evento para a definição de quem será o representante dos dois principais partidos nos Estados Unidos. As prévias acontecem meses antes do início oficial da corrida eleitoral e são marcadas por grandes eventos e, em alguns casos, apontadas como mais difíceis do que a própria eleição. O curioso é que esse modelo começou a ganhar corpo também no Brasil desde 2016, quando a disputa dentro do partido começou a ser mais feroz e a escolha do (a) representante deixou de ser tão fácil de apontar como era antes.

 

E aí, o que achou do modelo de eleições dos Estados Unidos? Acha que funciona melhor que o do Brasil? Deixe o seu comentário abaixo!

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